Densidade relativa (método expedito)

Outro teste útil para tentar distinguir um meteorito de rochas terrestres é baseado na determinação de sua densidade. A maioria dos meteoritos tem densidade maior do que as rochas terrestres, como podemos verificar no Gráfico 1 abaixo:


Gráfico 1. Densidade de rochas terrestres e meteoritos (Adaptado de Norton & Chitwood - 2008)

Por definição, densidade específica é a relação entre a massa e o volume de um objeto e pode ser expressa pela seguinte fórmula:

Assim, para determinação da densidade de uma rocha é preciso medir sua massa e seu volume. Entretanto, é muito difícil medir o volume de uma rocha com precisão e, para contornar este problema, determinaremos a densidade relativa da rocha, algumas vêzes também chamada de gravidade específica. Ela é mais fácil de ser medida do que a densidade específica.

Por definição, a densidade relativa (DR) de uma rocha é a relação entre a massa desse objeto (M) e a massa do volume de água deslocado por essa rocha (MV), como definida na equação abaixo:

A 4oC a água tem uma densidade de 1,0 g/cm3 e, assim, a medição deveria ser feita nessa temperatura ou então aplicar um fator de correção. Todavia o método aqui descrito pretende apenas estimar a densidade da rocha em análise.

Para estimar a densidade relativa é necessário que se tenha à disposição uma balança eletrônica, com precisão de, pelo menos, 0,1g; um vasilhame transparente e maior que a rocha em estudo e que possa receber água e ainda; um aparato simples para suspender a rocha dentro do vasilhame com água.

Primeiro passo: Pesar a rocha a ser analisada e anotar o resultado obtido (X);

Segundo passo: Colocar sobre a balança o vasilhame transparente com água e zerar a balança;

Terceiro passo: Introduzir a rocha dentro do vasilhame com água, de modo que ela fique totalmente imersa, mas a rocha não toque em nenhuma das bordas do vasilhame. Anotar o resultado obtido (Y);

Quarto passo: Calcular a densidade relativa dividindo o peso da amostra (X), pelo peso obtido quando a rocha estava imersa (Y);

O resultado obtido pode ser comparado com a densidade dos minerais descritos no Gráfico 1 acima.

Observações:

a) Pode ser difícil obter uma determinação da densidade relativa para rochas pequenas, menores do que 10 g;

b) O fio utilizado para suspender a rocha dentro do vasilhame com água deve ser o mais fino possível;

c) Se a rocha em estudo tiver uma densidade relativa menor do que 3,0, é quase certo que ela não é um meteorito. A maioria das rochas terrestres têm densidade relativa menor do que 3,0.

d) Se a rocha em estudo tiver um densidade relativa entre 3,0 e 4,0, ela pode ser um meteorito. Densidade acima de 4 é um forte indício de que seja um meteorito.

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