Crosta de fusão

Quando um meteorito penetra na atmosfera terrestre ele se incandesce de tal forma que sua superfície começa a derreter. Dependendo de seu tamanho, ele pode ser inteiramente consumido. Todavia, se conseguir passar por esta prova e atingir a superfície terrestre, certamente trará marcas visíveis desta passagem.

Como resultado do intenso aquecimento causado pelo atrito com o ar, a superfície queima e forma uma fina camada escura conhecida como “crosta de fusão”, de espessura inferior a 1 milímetro. Essa crosta, que não ocorre em rochas terrestres, pode ser facilmente identificada em meteoritos recém caídos, todavia, se estes ficam expostos por longo tempo à ação do tempo, essa crosta tende a desaparecer, tornando difícil sua identificação. Importante ressaltar que essa crosta é superficial e, portanto, difere do interior da rocha.

A presença da crosta de fusão é um forte indicativo de que a rocha suspeita pode ser um meteorito.

Presença de regmalitos

Meteoritos, especialmente aqueles constituídos de ferro, frequentemente adquirem regmalitos causados quando parte de sua superfície derrete durante sua entrada na atmosfera terrestre.

Meteoritos constituídos de rochas também podem apresentar regmalitos, mas eles não serão bem definidos como naqueles constituídos de ferro.

Regmalitos não devem ser confundidos com vesículas, que são pequenas cavidades profundas, causadas pelo escape de gás quando a lava vulcânica esfria. Meteoritos não possuem vesículas.

Atração magnética

Meteoritos são divididos em três grupos básicos: aqueles constituídos principalmente de ferro (sideritos), os constituídos de rocha (pétreos) e aqueles constituídos de rochas e ferro (siderólitos). Praticamente todos contêm quantidade significativa de ferro e níquel, e assim, o primeiro passo na identificação de um provável meteorito é o teste da atração magnética.

Os meteoritos constituídos de ferro ou de rocha e ferro, obviamente serão atraídos por um imã, de tal modo que será difícil separá-los. Para tanto recomenda-se utilizar um bom imã (de preferência um de neodímio, embora também possa ser empregado aqueles de ferrite). Meteoritos constituídos de rochas também serão atraídos, todavia com menor intensidade.

Muitas rochas terrestres também são atraídas por um imã e, dessa forma, este não é um teste definitivo, mas apenas o primeiro passo na determinação de um provável meteorito.

Meteoritos lunares e marcianos e muitos acondritos contêm pouco ou nenhum ferro e mesmo um poderoso imã não terá nenhum efeito sobre eles. Contudo, estes meteoritos são tão raros que, de maneira geral, pode-se descartar aqueles candidatos que não apresentarem qualquer atração por um imã.

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